‘glory box’

30 Outubro 2006

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‘O mundo é portátil’

30 Outubro 2006

‘Para quem não tem nada a esconder’. Canta Marisa Monte no seu ‘infinito particular’. Esta frase tem tanto de verdade como dizer que o bacalhau à Brás é um prato de batatas fritas palha. Primeiro, nós, pela natureza das coisas, escondemos tudo, porque essencialmente tudo se passa no nosso interior, e a transparência não é prerrogativa que nos encaixe ontologicamente. Mas, por outro lado, somos autênticas caixinhas de pandora com o fecho estragado, e deixamos sempre uma fraldinha de fora que nem gaiatos.

Concluindo: esconder ou mostrar não são características que ajudem a definir-nos, já para não falar dos óbvios: escondemo-nos mostrando-nos, e mostramo-nos escondendo-nos. E tudo o que é portátil um dia acaba por fazer doer o braço.

Bom bom é um ‘mundo’ rebelde, mas que no final do dia, quando a tarde ‘já não é senão melancolia’, nos venha sussurrar ao ouvido que se sente bem connosco, mesmo que o coração esteja retido na clareira dum fogo posto.


Pinturas morais

29 Outubro 2006

(ou, pomposamente, apontamentos avulsos para uma história da consciência – agora que se descobriu que ela é mais intocável que uma virilha consagrada)

Foi recentemente descoberta o que se julga ser a verdadeira consciência do homem de Neandertal. Vinha embrulhada em folhinhas de palmeira polvilhadas com caganitas de albatroz e um bocadinho desbastada, por causa, certamente, dum acto sexual mal conseguido ou mesmo rechaçado, que teria levado a espécime a arrastar com a carola pelas paredes rugosas da caverna por mais de duas luas cheias.

Os testes com o carbono 7238 trouxeram à epiderme científica não só a datação do primeiro problema moral, que aparentou estar relacionado com a criação duma ‘zona de não mascadores de folha de urze de Madagáscar’, como, surpreendentemente, o momento do primeiro remorso (da dita consciência): quando se sentiu responsável (não culpada, porque a ‘culpa’ aparentemente só foi descoberta anos mais tarde quando um tal de Moisés andou a brincar às enfermeiras com uma princesa egípcia) por uma crise no harém tradicional, ao ter decidido enveredar pela traumática e revolucionária experiência monogâmica (com uma flausina bronzeada pelo sol mediterrânico pois ainda cheirava um pouco a azeite e queijo feta).

A primeira tentação sodómica aparece definida em sulcos numa zona parietal e teve inequivocamente a ver com a satisfação com o uso do paracetamol em versão scud no ataque da primeira febre dos fenos da pré-história, segundo os especialistas. A adopção de papa-formigas bebés por casais de caracóis hermafroditas levantou uma crise no bando, sendo isso patente num conjunto de cornucópias lilases desenhado junto ao cocuruto da dita consciência.

O tema da ‘propriedade’ chegou certamente a ser abordado pois existem vestígios claros de traulitada na zona frontal, e estará até relacionada com o aparecimento da noção de fé num Deus regulador e apaziguador pois começou a andar tudo ao molho e Hobbes ainda não era sequer um artista rupestre, nem o R. Sruton escrevia livros sobre o sentimento de ‘pertença’. O velho problema da vida intra-uterina pensa-se que não tenha chegado a ser equacionado por aquela consciência específica pois ainda não tinham aberto as clínicas em Badajoz, nem a corporation dermoestetica, e a primeira consciência liberal é, sabe-se, coeva do primeiro aborto espontâneo.

No entanto, parece evidente que a consciência encontrada terá sobrevivido a dois referendos que lhe foram muito exigentes: um, antes do grande degelo, quando se equacionou se as monções deveria ser utilizadas para acabar de vez com a raça dos chineses (ao que terá votado não porque ainda mostrava a marca duns auriculares de mp3 comprados a 1 euro), e um outro sobre a possibilidade de um feto de javali às 10 semanas já poder servir para rojões à minhota (ao que terá votado sim porque a dita consciência foi encontrada junto a uma taça em ferro fundido com restos de petingas em cebolada).

A consciência apresentava ainda o seu material esponjoso relativamente limpinho e viçoso e apenas na zona que se associa ao complexo de Édipo vinha com uns raminhos de salsa incrustados, ao que a equipa do CSI residente associou ao visionamento duma escandalosa cena de sexo entre progenitores em plena copa, mal arejada, da caverna; daí até, agora a título infroamtivo, a expressão que derivou: copular.

Parece pois tratar-se duma consciência relativamente bem formada, o único recalque possível de demonstrar prende-se com facto ter ficado de uma vez entalada entre duas coxas dum mamute fêmea – até deu origem à depravação voyeurista, presume-se – no intervalo duma caçada às rolas, e parece ter-se despedido do corpo de forma tranquila pois não havia vestígios nem de ter lido proust ou tomas mann, nem de ter roubado os calhaus bons do melhor amigo, e muito menos de ter usado em excesso o esfoliante do arrependimento como vaselina para os respectivos descargos.


telepathy

28 Outubro 2006

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‘Cash against documents’

27 Outubro 2006

Pensava ele. Ele pensava que se pagasse antecipadamente, e tudo direitinho, sem notas marcadas, haveria de ser bem servido – e haveriam de gostar mais dele. Fiava-se naquela conversa fiada de que não há almoços grátis – não alcançava que tudo nos é, no limite, absurdamente gratuito – e gostava de se mostrar arrogante, senhor de si, na hora de pagar; por isso pagava sempre antes, obstinadamente antes, imolando-se no culto da antecipação (tinham-lhe dito isso, sem que ele o tivesse compreendido). Sentia que a dívida, por mais ténue e escrupulosa que fosse, lhe sujava as mãos, e vivia de beiços lambidos nesse provincianismo financeiro de boas contas. Um dia disseram-lhe «se me pagas antes não tenho vontade de te vender nada». Pensou que era uma artimanha para lhe levarem mais dinheiro, um bluff de cartilha. Riu-se, e anuiu com aquela condescendência que pretende demonstrar situação controlada & segurança ilimitada. Mas passaram-lhe a perna e ele não sentiu nada; quando foi para pagar já só tinha o dinheiro e tinham desaparecido os documentos. Enervou-se. Sabia-se levado pela fórmula explosiva’ orgulho ao quadrado + logaritmo do desejo = integral da fraqueza’. Constatou-se, dorido, personagem mal definida, qual nobre rural queirosiano passando um dia em paris com beckett e acabando a tarde a tomar um chazinho com uma escanzelada que servira de modelo a um impressionista qualquer e que lhe declamava valery com cognaque. Ficou, desconsolado, a olhar para o dinheiro, com as palavras na boca e a goela a arder. Agora tinha de comprar novos documentos. Mas inesperadamente tinha aprendido, entre coxas, no meio dos gemidos falseados e da borracha a deslizar, que, sem o espartilho das boas contas, ele seria quem ele quisesse. A identidade é a única coisa que se deve dar como forma de pré-pagamento porque amanhã podemos ser quem quisermos. Pensava ele.


‘A culpa é da vontade’

26 Outubro 2006

‘Que vive dentro de mim’(*)

Esta coisa do querer e não poder, com ‘p’, é um dos encantos da nossa sinuosa passeata sobre as planícies e os penhascos da Criação. O desejo é um constituinte elementar da nossa natureza, (a par das úlceras de estômago e da sinusite nos dias melhores, das vertigens de fim do mundo e ser enrabado por lampiões, nos dias piores) e o quadrado mágico dos seus adjacentes – realização, frustração, repressão e alienação – contém as flores que o adornam. Hoje falarei sumariamente da realização do desejo. Trata-se muitas vezes de algo semelhante a começarmos a pensar no nosso avozinho que nos levava à bola, ensinava a pescar, dava 2 m’reis para as castanhas e contava as histórias do David Crockett e acabarmos a eleger o Guterres para 1º ministro. Realizar um desejo é básica, ontológica e dialecticamente fodermos, com ‘f’, um sonho, corromper uma memória, trocarmos uma festa no cabelo por um toalhete húmido. O grande problema é que, enquanto o desejo não sai dentro de nós por alguma das vias acima referenciadas – mas não em epígrafe – também estamos um pouco fodidos (esta palavra continua a ser a mais expressiva; a utilização do sinónimo aprovado pelos concílios – ´prejudicados’, por exemplo, afastar-nos-ia do centro de gravidade da questão). Mas a realização de um desejo, literariamente enquadrada, acaba por ser, como solução intermédia, um bom compromisso qualidade/preço: a vontade fica reduzida energia cósmica, a tentação resumida a verbo transitivo, a culpa a mito da arcádia e, finalmente, a satisfação pode sempre ser arquivada no cacifo dos pendentes em análise, e geralmente ainda ficamos com algum crédito, quer face ao Ser criador, quer face ao ser propiciador. Nós, cá por dentro, gostamos de nos achar um vulcão, mas somos bastante mais um bater de asas de colibri, oleado com mais ou menos baba.

(*) antº variações


la dolce vita

25 Outubro 2006

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E quem não salta é lampião

24 Outubro 2006

P. Arroja, o ‘eles falam falam’ da blogosfera política, e que ‘voltou’ como uma espécie de kit mãos livres da opinião liberal, chegou-se à frente, sprayou com a laca de belo efeito ondulação permanente e acenou com o abano refrescante do ‘big brother liberal’ (infelizmente não tem fornecido sevilhanas).

O chamado liberal moderno (ou antigo, mas pintado com cores mais folclóricas), e praticamente científico e teológico, tem uma característica peculiar: é ele que autodefine o que é absoluto e o que é relativo. Mas, aqui, P. Arroja foi mais à frente e alargou, refinando simultaneamente, o rol das definições: o que é de moral e o que não é, no fundo, o que se resolve por si (ou, leia-se, o que ele não sabe resolver) e o que precisa de intervenção dele (ou, leia-se, o que os outros não sabem resolver).

O liberalismo ‘filosófico’ assenta numa sonsice intelectual, e também ela sofismática: ‘não existe uma avaliação absoluta das coisas desde que cada um as possa medir a seu proveito’; resumindo, em versão kitchnete: quando não se sabe se o melhor é agrião ou feijão verde… canjinha para todos.

Só há uma forma de afirmar que um valor é absoluto: relacioná-lo com outro valor absoluto. Existe apenas um bem absoluto: Deus. Para quem Deus não ‘existe’, nenhum valor pode ser absoluto. Mas se não tomássemos posições circunstancialmente absolutas sobre bens relativos e também eles circunstanciais, o mundo seria uma espécie de revueltos de cogumelos, mas sem ovos.

A moral sem Deus é uma pura paneleirice. A ética sem Deus é uma passagem de modelos. Há que goste, claro, e até quem desfrute. Mas.

Mas afirmar – na linguagem corrente – que um assunto é ‘moral’ e que, portanto, o melhor é deixá-lo ao sabor das paneleirices de cada um, levanta duas consequências bem conhecidas: a) quem define o que é de ordem moral ou não (será a velocidade na estrada um assunto moral, será o tabaco um assunto moral, será a propriedade privada um assunto moral, será o fardamento dos polícias um assunto moral, será o ordenado dos deputados um assunto moral, será a decoração dos cemitérios um assunto moral, será o decibel da chicotada sadomaso um assunto moral, será a taxa de juro um assunto moral, será a altura da saia da primeira dama um assunto moral, etc); b) quem decide quanto tempo demora – ou deve demorar – a um assunto moral a resolver-se por si mesmo, e/ou até quanto deve uma sociedade ( na suposição que tal exista) aguentar a ‘confusão’ até que ela se resolva. Aparentam ser, no entanto, tudo questões de fácil resolução: quem saberá resolver isso sem complicações é o pessoal que tem a cédula profissional de ‘esclarecidos’e que certamente ajudou o Euclides a desenhar o que é da esfera pessoal e o que é da esfera colectiva.

O que se deve referendar são, então, precisamente, as listas de iluminados que decidem da natureza moral das coisas. Questão certa: ‘Deve o sr X servir como barriga de aluguer nas questões morais que se levantam nas pobres cabecinhas de quem tem filhos para parir?. Não se podendo referendar consciências, referendavam-se cabecinhas pensadoras.

Devemos tratar o new liberalism (é melhor não soletrar muito depressa porque se pode confundir com o cunilingus) como ele trata as chamadas questões de moralidade que o asfixiam: deixá-lo seguir o seu caminho, entre o badaró e o batatinha, ‘até se tornar irrelevante’. Mas temos o dever de o informar que a ‘Civilização’ foi evoluindo desta forma: todos os assuntos são políticos. Todos. Até a organização pública da relação com Deus é um assunto de César, uma coisa é a ‘mão invisível’ outra coisa é a feira de Carcavelos.


Miss Diore & Miss Sheisedo

24 Outubro 2006

Onde está um taco e umas bolas nem sempre estão três tabelas disponíveis para os servirem.

Miss Diore – Sabes querida, há por aí quem nos queira comparar…

Miss Sheisedo – Nem estou a ver o que possamos ter a ver uma com a outra..

Miss Diore – Talvez o facto de não haver homem que nos ligue mais do que aqueles 3 minutos que a curiosidade leva a tomar fervura no tachinho da concupiscência.

Miss Sheisedo – Credo, que palavreado; em ti eles olham para o vértice inferior, compreendo-os, mas comigo sinto-os a reterem-se em tudo aquilo que eu sou e os inspira.

Miss Diore – Minha linda, tens-te numa conta que quase estás a descrever o cruzamento entre uma estrela de Hollywood com uma personagem bíblica. Não tens aquela coisa com pêlos à volta que liga a tua vida interior ao mundo, ou besunta-la com pão ralado como quem disfarça bofe um panado?

Miss Sheisedo – Estás focando nesse interstício da feminiloide – até me fazes gerundiar, credo – porque só sabes abrir as pernas ao mundo, quanto à cabeça, mantém-se fechada, e tão irrelevante como uma panela de pressão cheia de bolinhas de sabão.

Miss Diore – A última vez que usei a cabeça de que falas foi a escolher um restaurante próximo do hotel onde estava. E digo-te, fiz logo asneira porque o tipo que estava comigo não me parava de olhar para a empregada moldava que tinha umas mamas parecidas com um abacaxi com vinho do Porto que uma vez tinha comido à beira mar a descansar duma f…

Miss Sheisedo – Poupa-me os pormenores, já sei que dominas as artes do sexo como a minha Alzira passa a ferro os colarinhos: primeiro deixa-los esticar, depois põe-los húmidos, e de seguida pões-te em cima deles que até a espada do rei Artur ficaria a parecer uma colher de pau a mexer umas claras em castelo.

Miss Diore – És um amor a descrever-me, e para ti deixas o quê, os problemas filosóficos da conicidade ou as reacções químicas dos restos dos cremes esfoliantes com o saco lacrimal descaído do homem.

Miss Shisedo – Tu gostas de te fazer mais parva do que realmente és; isso tem-te dado bons resultados na carteira e na pele, é?

Miss Diore – Os homens têm medo de mulheres muito inteligentes, porque o mito da inteligência sempre andou a roçar-se com o mito da errância.

Miss Sheisedo – Chiça, temos mulher! Olha, para te afastar dessa homosexualidade mitológica, só te digo, as melhores cabeças são as que de movimento constante, sincopado, previsível, vertical.

Miss Diore – Lindo! Agora já estou a gostar de te ouvir falar; quando estamos naqueles banhos de espuma de hormonas nem vale a pena arranjar padrões para nos compararem: somos apenas penugem e ovulação e cacarejo.

Miss Sheisedo – É pá, nem me fales nisso, a ultima vez que me chamaram galinha, desatei a escrever um tratado de misoginia que não consegui ter uma foda limpinha durante mais de dois meses, só via raposas em cima de mim e outras galinhas a correrem aos pulinhos e a gozar-me, vestidas com casacos de vison compridos.

Miss Diore – Chiça, mulher, para teres sonos assim deves ter o inconsciente a fazer de arca de Noé dentro dum jardim zoológico; o mais parecido que sonhei foi uma vez comigo a fazer de bo derek num cavalo e com o john wayne atrás de mim a recitar versos soltos das ‘flores de erva’, e digo-te todos os homens me cheiraram a cavalo durante mais de dois anos.

Miss Sheisedo – Acho que ao falar contigo estou a descer ao éden antes da costela do Adão se ter transformado em entrecosto. Pois eu continuo a achar que os homens, tirando aqueles primeiros momentos em que o pensamento vem a irrigar de baixo para cima que nem o delta do nilo, acabam por se deter naquilo que a gente tem de melhor: os sentimentos ambivalentes e oscilatórios; eles gostam da nossa inconstância, como os planetas ficam seduzidos pelos cometas mesmo tendo medo deles.

Miss Diore – Uns mais e outros muito menos, aviso-te, já me deixaram uma vez a comprar oreos numa bomba de gasolina por causa dum paleio q um dia me deu para os catalogar conforme a forma como guiam.

Miss Sheisedo – Ah, eu já me deixei de definir tipos de homens; nem acho sequer que eles sejam todos iguais, mas isso é um bocadinho como aquela discussão sobre a cor do mar, será azul, será verde, será prata, não interessa: nós é que fazemos os homens, vai por mim, eles são o que nós quisermos, temos esse poder, já vivemos dentro deles unindo-lhes os esterno com a espinha, não há órgão vital que não lhes tenhamos conhecido com intimidade.

Miss Diore – Lá está, o gajo donde eu saí devia ter as costelas descaídas porque o orgão vital que eu conheço melhor está mais abaixo…

Miss Sheisedo – Ó rapariga, os órgãos dos homens são praticamente todos iguais, aquilo é uma monotonia, parecem saidínhos directamente de seres unicelulares sem terem passado por anémonas do mar, livra; vai pró mim, redu-los a um código genético binário e nunca te enganarás: se tiveres mais de 33% da tua superfície epidérmica à vista, o sangue corre-lhes todo para um lado, se mostrares menos desses 33% é a imaginação que se lhes movimenta. Aliás, é essa a razão do trocadilho básico da psicologia feminina: o homens são um produto da sua ivaginação.

Miss Diore – Nem sei o que nos trouxe até esta conversa…

Miss Sheisedo – Ah, isso é obvio…a falta de homens interessantes por perto, sim, homens, esse ser que precisa sempre duma mulher para se poder definir. Tal como uma mulher precisa duma franja. Isto cada um tem o Levinas que merece.

 


turn around, please

23 Outubro 2006

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