Sta Teresinha moments

Mas na págª 5 do referido Público (que também pode ser considerada a antepenúltima se acabarmos a leitura na págª 7, o que já nem era um esforço tão pequeno como isso) o nosso Pacheco Pereira (hoje ‘historiador’, não sei se terá uma escala de profissões por dia da semana) que também faz arranjos de flores em abrupto.blogspot.com (mas não sei se tem entregas ao domicílio) diz que «Para o ‘mundo’ faz mais falta uma Igreja sólida, lenta e prudente, ou seja conservadora, do que uma Igreja ‘progressista’». Lá está, ser pago para escrever em vez de ser pago para pensar dá nestes arrojos.

A Igreja não foi criada – quem criou… quem foi? Quem foi? – para dar estabilidade ao mundo, nem para ser útil ao ‘mundo’. Para isso inventaram a roda, o micro-ondas e – às vezes parece que infelizmente – a imprensa. A Igreja, é antes de tudo, antes de tudo, antes de tudo, foda-se: antes de tudo! Hem! Uma Igreja de Vocações. Algo que ‘ficou’ para ajudar o homem a unir-se a Deus, sabendo-se que é da sua condição: amar a Deus acompanhado. Para dar estabilidade ao mundo, ora segundo grande foda-se! para isso Deus nosso senhor tinha posto uns amortecedores gigantes nesta merda e passávamos todos por cima dos comentadores de moral de bancada que até pareciam relva fofinha!

Pacheco Pereira (historiador) diz que a Igreja «é pelo magisterium que muda» O caralho é que é pelo magisterium que muda! (isto é porque ainda não tinha dito caralho). Pelo magisterium um gajo pode passar a vida a jogar sudokus de valores e princípios e convicções. Não é isto que muda a vida duma pessoa; o que muda a vida duma pessoa é a razão íntima da sua relação com Deus e com os Outros, e é isso que a Igreja acompanha: fazendo próxima a presença de Deus junto do Mundo e de cada um.

Ora desde quando é que uma Igreja «dissolvida no mundo» (ai que horror!) teria de deixar de ser um motor de doutrina, de interpretação da fé e da revelação. Mas desde quando é que a Igreja tem como missão equilibrar o mundo, e «estabelecer fronteiras definidas fundadas numa fé genuína dos seus crentes’, ora porra! A Igreja construiu-se com S. Paulos, com Stos Agostinhos, S. Jerónimos e mais um colhão de gajos e gajas (versão a cumprir quotas) que viveram apenas com aquela simples ideia de que a Igreja era um caminho, uma ligação com Deus, uma fonte e uma bilha, (e uma pomada para a virilha, não resisti, sorry). Ratzinger, sim Ratzinger – até conheço bem, ainda JPP andava a decifrar mensagens nas cuecas borradas dos comunas presos em Peniche já eu lia Ratzinger – escreveu coisas fabulosas sob o que é ser cristão ( como até já aqui trouxe algumas) mas nunca li que fossemos (os cristãos) uma espécie de Arquimedes em miniatura que seguravam e alavancavam a civilização enquanto os infiéis iam pondo óleo marado na engrenagem. Terei dito foda-se?

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