Gajas inacessíveis moments

Ontem vi pela primeira vez na vida (!) um episódio inteiro da Ally Mc Beal. Ia com a indicação técnica, e remota, de ‘mulher engraçada’. Mas não sei, a minha referência de ‘mulher engraçada’ será sempre a Sandra Bullock. A mulher engraçada tem de ter o chamado ‘funk apeal’, ou seja, uma espécie de ‘sex apeal’ mas que leve a cantar, ou a pensar em qualquer coisa assim medianamente dançável ou mesmo rebolável (não basta ser uma mulher em que se fique a pensar nela tout court); mesmo que eu ache a dança uma manifestação da degradação do mamífero, que fica ali situado entre a borboleta e o beija-flor, consoante o ritmo do abananço de rabiosque. Uma ‘mulher engraçada’ tem de aguentar ouvir connosco os ‘I’m from Barcelona’ sem nós conseguirmos ficar com as mãos quietas, tipo jamiroquais lovers, e passarmos meses sem nos sair essa vertigem ululante da cabeça. Sintetizaria, a título de mensagem prática: toda a mulher deveria gostar de ser uma mulher engraçada, começando pela cintura e caminhando em qualquer dos sentidos.

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